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Caso Baldy e o risco do casamento de Bolsonaro com o Centrão

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A prisão de Alexandre Baldy e de seu primo Rodrigo Dias é um exemplo do risco que Jair Bolsonaro corre ao abrir seu governo para o Centrão.

Embora seja secretário de Transportes Metropolitanos de João Doria, Baldy é um dos caciques do PP de Ciro Nogueira e Arthur Lira.

Ex-ministro das Cidades de Temer, Baldy quase virou ministro de Bolsonaro quando o governo cogitou recriar a pasta para abrigar os apadrinhados do Centrão.

Como alternativa, emplacou o primo no comando do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no lugar do já lendário Carlos Decotelli.

Mas Rodrigo Dias acabou demitido por Weintraub, antes do Natal, quando vieram à tona indícios de superfaturamento num pregão de R$ 3 bilhões do FNDE para a compra de computadores – no âmbito do programa Educação Conectada.

Os três negócios delatados por réus da Lava Jato do Rio envolvendo Baldy e seu primo são apenas um fio de um novelo de relações suspeitas.

É bom lembrar que Baldy foi citado na CPI do Cachoeira como colaborador da “organização criminosa” comandada por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, alvo da Operação Monte Carlo.

Nos grampos da operação, Cachoeira se referia a Baldy como o “menino de ouro”. Nos últimos anos, o empresário foi preso algumas vezes e até condenado por Marcelo Bretas ao lado do empreiteiro Fernando Cavendish, da Delta.

Baldy, o ‘menino de ouro’, é genro de Marcelo Limirio, então sócio do empresário alvo da Operação Monte Carlo. Outro sócio de Limirio, na mesma época, era o senador Demóstenes Torres, que acabou tendo o mandato cassado por atuar em favor de Cachoeira.

Quando Jair Bolsonaro abre seu governo para o Centrão, está abrindo para velhos esquemas de corrupção.

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