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Gil Castello Branco, sobre denúncia da Crusoé: "Corrupto vai onde o dinheiro está"

O economista, fundador da ONG Contas Abertas, afirmou que as revelações da revista teriam de levar o Congresso a abrir uma CPI
Gil Castello Branco, sobre denúncia da Crusoé: “Corrupto vai onde o dinheiro está”
Reprodução/O Antagonista/YouTube

O economista Gil Castello Branco (foto), da ONG Contas Abertas, disse a O Antagonista que a reportagem de capa da nova edição da Crusoé teria de levar o Congresso a abrir uma CPI para investigar os escândalos do orçamento secreto.

“O corrupto é um sociopata, não tem sentimento de culpa, arrependimento, remorso. O corrupto vai onde o dinheiro está e hoje o dinheiro está, em grande parte, nas emendas parlamentares, que somam, somente este ano, cerca de R$ 33,8 bilhões, levando em conta as individuais, de bancadas e as de relator”, disse o especialista em contas públicas.

A Crusoé obteve imagens exclusivas, feitas pela Polícia Federal, do deputado Josimar Maranhãozinho, cacique bolsonarista do PL, com uma bolada de dinheiro nas mãos. Não há, até hoje, nenhuma prova mais eloquente da corrupção envolvendo a farra de emendas por meio da qual o governo de Jair Bolsonaro tem comprado apoio político no Congresso.

Clique aqui e veja as imagens e leia a reportagem completa.

Ainda em junho, Castello Branco deu uma entrevista à Crusoé afirmando que “talvez nós estejamos vivendo a maior corrupção da história do Brasil” com o esquema das chamadas emendas de relator: releia aqui.

Após a denúncia de hoje, ele comentou também:

“É muito dinheiro. As emendas, hoje em dia, são a Disneylândia dos corruptos. Neste parque de diversões maléfico, os urubus sobrevoam a principal carniça: as emendas de relator. Os órgãos de controle e o próprio Supremo, como está fazendo, precisam atingir essas quadrilhas, para que essas pessoas sejam punidas.”

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