As Cento e Onze Noites de Lula

Na segunda-feira, Sergio Moro interroga os empreiteiros que pagaram o sítio de Atibaia.

Em sua homenagem, Ruy Castro, a nossa Xerazade, narrou as Cento e Onze Noites de Lula.

Leia um trecho:

“Lula precisou dormir no sítio por 111 noites em quatro anos para ter certeza de que não era o que ele queria. Os marrecos fazendo qüem-qüem sob a sua janela ele era obrigado a aturar, por serem uma exigência de dona Marisa. Mas junte a cacofonia de sapos, grilos e cigarras azucrinando-o dia e noite e as picadas de pernilongos, pulgas e carrapatos e qualquer juiz deduzirá que a vida agrária, campestre e pastoril não é para um animal urbano como Lula. Para piorar, nada de muito emocionante acontece num sítio, exceto talvez a inauguração de um alambique ou o abate de uma leitoa.

Quer saber? Lula sempre teve a maior antipatia pelo tal sítio, e com razão. Quando Marisa povoou o lago com os pedalinhos em forma de cisne, ele achou aquilo de uma cafonice atroz. E para quê aquela cozinha faraônica que ela não parava de reformar? Já não bastava a churrasqueira ser maior do que duas ou três unidades do Minha Casa, Minha Vida? O pesqueiro que ele mandou construir também nunca deu peixe. Uma jararaca mordeu seu cachorro. E sua fabulosa adega vivia sendo saqueada por gente que não respeitava o fato de ele ter levado 50 anos para degustar sua primeira garrafa de Romanée-Conti.”

Comentários

  • luizs -

    Ruy Castro é impagável. Mas discordo num ponto. Anestesiado por litros e litros de 51, duvido que a cacofonia de sapos, grilos e cigarras e as picadas de pernilongos, pulgas e carrapatos pudessem azucrinar lula. Ele nem ficava de ressaca. Estava sempre bêbado.

  • LexMagister -

    Quão filho-de-rapariga um cidadão pode ser? Não importa: tal ser nunca será tão filho-de-rapariga como lula e todos os que lhe rodeiam a barra da saia. Escória

  • Sr -

    E para compensar toda essa desgraça, ele enchia a cara com a 51. Vai que é tua, luladrão!

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