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Centrão quer pelo menos R$ 4 bi que 'sobraram' de Medidas Provisórias para adiar eleições

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Na reunião da casa de Rodrigo Maia, no último sábado, para discutir o adiamento das eleições municipais, líderes do Centrão, como noticiamos, definiram que o Congresso tentará estender até o fim do ano a recomposição dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios (FPE e FPM).

O plano será usar pelo menos R$ 4 bilhões que, segundo lideranças partidárias, “sobraram” de duas Medidas Provisórias publicadas em abril: as MPs 938 e 939, que destinavam R$ 16 bilhões aos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM) até junho. Nem todos os recursos previstos foram remanejados.

O acordo será fazer o governo editar uma nova MP ou prever essa extensão do repasse aos fundos por meio de alguma MP em tramitação que tenha tema correlato.

Pressionados por prefeitos de suas bases eleitorais, deputado federais vão alegar que, sem esse dinheiro extra, não será possível pagar a folha dos servidores depois de junho. O medo é o de que a atual gestão seja prejudicada na reta final da campanha, abrindo espaço para adversários no pleito que tende a ser adiado para novembro.

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