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CGU diz que patrimônio do FGTS foi inflado em R$ 12 bi na gestão Temer 

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A Controladoria-Geral da União (CGU) fez uma auditoria no balanço de 2018 do FGTS (Fundo Garantidor por Tempo de Serviço) e verificou que os ativos do fundo foram inflados em R$ 12 bilhões.

Os técnicos apontam que essa superavaliação é motivada pela falta de reconhecimento de perdas nas operações de créditos realizados e em debêntures adquiridas pelo FGTS, e do reconhecimento de ativos contingentes no Balanço Patrimonial de 31/12/2017.

O estudo aponta ainda que, por outro lado, foi constatada a ausência de reconhecimento de créditos a receber oriundos da dívida ativa, na ordem de R$ 2,14 bilhões, ocasionando subavaliação do ativo, em função de utilização do regime de caixa.

Os auditores escreveram que foram identificadas inconsistências quanto a forma de apresentação das demonstrações contábeis, como a falta apresentação dos fluxos de caixa de investimentos, da classificação incorreta do passivo em circulante e não circulante, da divulgação incompleta das transações com partes relacionadas, bem como da ausência de apresentação das demonstrações contábeis consolidadas”.

A análise da CGU vai subsidiar o julgamento, pelo Tribunal de Contas da União, das contas dos administradores do FGTS. Os auditores ressaltam que o fundo “é responsável pela gestão de R$ 529 bilhões de ativos, que tem como papel ser uma reserva financeira para os cotistas, podendo ser sacado em situações previstas em lei; bem como ser fonte de recursos para investimentos nas áreas habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana. Portanto, a gestão dos recursos do FGTS pode gerar impactos relevantes na economia do país”.

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