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CGU quer usar mensagens roubadas para investigar delegada da Lava Jato e ex-chefe do Coaf

Corregedor quer apurar se Erika Marena forjou depoimento de testemunha e se Roberto Leonel fez acessos indevidos a dados da Receita
CGU quer usar mensagens roubadas para investigar delegada da Lava Jato e ex-chefe do Coaf
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A Controladoria-Geral da União, braço do governo que fiscaliza a conduta de servidores, pediu a Ricardo Lewandowski acesso às mensagens roubadas da Lava Jato.

Quer usá-las para investigar a delegada da Polícia Federal Erika Marena e o ex-presidente do Coaf Roberto Leonel.

O pedido é baseado em reportagens que apontam que Marena, uma das principais investigadoras da operação, teria lavrado o depoimento de uma testemunha que não foi ouvida de fato.

A CGU também quer apurar se Leonel, durante as investigações do petrolão, realizou acessos indevidos a dados da Receita.

“Os servidores públicos mencionados podem ter praticado eventualmente infrações disciplinares no exercício de suas funções. No entanto, apenas as informações divulgadas em matérias jornalísticas não são suficientes para a deflagração de uma apuração disciplinar, sendo necessário obter, de forma oficial, os elementos de informação que teriam subsidiado as reportagens”, diz o pedido, assinado pelo corregedor-geral da União, Gilberto Waller Junior.

Ele afirmou que tentou obter o material diretamente junto à Justiça Federal de Brasília, onde os hackers são investigados, mas teve o pedido negado pelo juiz do caso, Ricardo Leite.

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