Cidadania, Rede e Partido Verde podem virar um só e abrigar Huck

Cidadania, Rede e Partido Verde podem virar um só e abrigar Huck
Foto: Divulgação

Com as eleições de 2022 no horizonte, Cidadania, Rede e Partido Verde podem acabar se fundindo, criando uma nova legenda.

A discussão não é nova, mas nas últimas semanas lideranças partidárias voltaram a defender essa hipótese, também como forma de enfrentar a nova cláusula de barreira. A partir do ano que vem, partidos que não atingirem 2% dos votos totais nas eleições para a Câmara dos Deputados perderão o direito à verba do fundo partidário e ao tempo de propaganda na TV e no rádio.

O grande entusiasta, atualmente, dessa junção de Cidadania, Rede e PV é Eduardo Jorge, que foi candidato ao Planalto em 2014 e vice na chapa de Marina Silva em 2018.

A fusão da Rede com o então PPS foi quase concretizada logo após as últimas eleições presidenciais, quando o PPS virou Cidadania. Na época, porém, alguns setores da Rede resistiram, porque queriam, antes da decisão, testar o desempenho nas eleições municipais do ano passado.

Roberto Freire, presidente nacional do Cidadania, disse a O Antagonista que, se as conversas avançarem, os partidos envolvidos terão de levar em conta a possibilidade da candidatura presidencial de Luciano Huck em 2022.

“Essa possibilidade não é nova. Já foi muito discutida lá atrás. Agora volta à tona em razão da cláusula de barreira. Há uma chance de isso ocorrer, sim. Agora, quem pensar algo com o Cidadania, tem que levar em consideração a hipótese de Huck ser o candidato.”

Para Freire, o eventual novo partido seria “de centro-esquerda, digamos assim, com setores liberais”.

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