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Ciro Gomes, o eterno candidato

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Em busca de espaço para se firmar como a alternativa à esquerda na próxima eleição presidencial, Ciro Gomes manteve em 2019 seus ataques às lideranças petistas — ao mesmo tempo que tentou conquistar eleitores desconfortáveis com Jair Bolsonaro.

A relação do pedetista com o partido de Lula, que segundo ele “perdeu o norte” e está “que nem cachorro que cai do caminhão de mudança”, é de conflito aberto nos microfones.

Em arranca-rabo com Gleisi Hoffmann, Ciro chamou a presidente do PT de “chefe de quadrilha” e “pau mandado de Lula”.

Gleisi respondeu. Afirmou que Ciro era “um coronel oportunista, ressentido e covarde” e pediu que o pedetista “largasse o pé de Lula”.

Ele não largou. Pelo contrário, Ciro bateu no ex-aliado com mais força.

Disse que “o apreço político” por Lula, o “defunto eleitoral”, havia desaparecido.

“Eu conheço o Lula. Ele é um encantador de serpentes, um enganador profissional. Não tem um companheiro com quem ele não tenha sido desleal ao longo da vida inteira, ele cultiva isso”, afirmou.

Em debate com Maria do Rosário, em Pernambuco, Ciro rechaçou qualquer possibilidade de união com o PT: “Eu conheço vocês. Unidade é o cacete.”

Ciro também elevou o nível do debate quanto à direita:

Durante agendas pelo Brasil, atacando “as baboseiras ideológicas” do presidente, a quem chamou de Magda das milícias, e de seus filhos.

Chamou Eduardo Bolsonaro de “merdinha” e “tolete de esterco”, e atacou os “projetinhos de Hitler tropical”.

A língua grande de Ciro lhe renderam mais processos. Neste ano, o pedetista virou réu em ação movida por Bolsonaro em 2018, e tornou-se réu uma segunda vez, em processo aberto por João Doria.

Também foi condenado a pagar R$ 38 mil de indenização por danos morais a Fernando Holiday, por ter chamado o vereador de “capitãozinho do mato” em 2018.

A condenação, porém, não o impediu de ofender o vereador novamente. Em outra entrevista neste ano, voltou a chamá-lo de “capitãozinho do mato”, desta vez acrescentando um singelo “nazista”.

Para Ciro, todo ano é ano eleitoral. E, no escurinho dos holofotes, ele ainda troca afagos e confidências com o amigo Fernando Haddad — ambos torcendo juntos para o governo Bolsonaro fracassar miseravelmente na economia. Se precisar do PT em 2022 ou vice-versa, o cachorro volta para o caminhão de mudança.

Lava Jato coloca a lupa sobre os negócios de Lulinha, que agora é alvo preferencial das investigações. CONFIRA

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