CNJ abre processo contra desembargadora que espalhou fake news contra Marielle

CNJ abre processo contra desembargadora que espalhou fake news contra Marielle
Foto: Rodrigo Chadí/Fotoarena/Folhapress

O Conselho Nacional de Justiça abriu processo disciplinar contra a desembargadora do Rio de Janeiro Marília de Castro Neves Vieira.

Nas redes, ela disse que Marielle Franco “estava engajada com bandidos”, que foi eleita pelo Comando Vermelho e que seu engajamento político foi “determinante” para sua morte.

Por unanimidade, os conselheiros reverteram uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio, que arquivou o caso por não ver qualquer infração na conduta da magistrada.

A corregedora-nacional de Justiça, Maria Thereza de Assis Moura, considerou que houve manifestação política, o que é proibido pelo CNJ.

“A vida da vítima de homicídio é avaliada a partir de suas posições na arena política. O compromisso da Justiça com a apuração e resposta imparcial e proporcional ao fato criminoso parece colocado em segundo plano. Além disso, a magistrada adianta opinião sobre um caso da competência da Corte à qual está vinculada”, afirmou.

O CNJ, no entanto, rejeitou pedidos para afastar Marília do cargo.

Em outubro, num processo por danos morais, a Justiça condenou Marília a pagar indenização de R$ 30 mil à família de Marielle. Em julho, a PGR pediu ao STJ a condenação da desembargadora pelo crime de calúnia.

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