CNJ censura redes sociais de magistrados

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O corregedor nacional de Justiça, João Otávio de Noronha, publicou com data de ontem uma decisão, o Provimento nº 71, que regula as redes sociais de magistrados.

No documento, Noronha diz que o juiz deve “agir com reserva, cautela e discrição ao publicar seus pontos de vista nos perfis pessoais nas redes sociais, evitando a violação de deveres funcionais e a exposição negativa” do Judiciário.

O provimento também veda ataques pessoais a políticos ou partidos e pede que os juízes evitem “publicações que possam ser interpretadas como discriminatórias de raça, gênero, condição física, orientação sexual”.

Ancelmo Gois informa que a Anamages, Associação Nacional dos Magistrados Estaduais, emitiu uma nota de repúdio à norma do CNJ –ela pretende “claramente cercear a liberdade de expressão dos magistrados, direito garantido pela Constituição Federal”. O Antagonista concorda com a nota de repúdio.

Clique AQUI para ler a íntegra da decisão do CNJ.

Comentários

  • Bolsonaro -

    Nas redes sociais eles se manifestam como cidadãos e nos autos como juízes. Simples assim! o politicamente correto chegou até aos juízes! credo!

  • Brasileiro -

    Lá vai o CNJ se meter em função que não é sua. O órgão foi criado para combater a corrupção, a má administração ou má prestação de serviços pelo Poder Judiciário. Mas dá palpites em tudo o que não é da sua alçada. Já o serviço que deveria fazer...

  • Marco -

    Juízes são cidadãos. Não super-cidadãos, como gostam de pensar os portadores do vírus da 'juizite'. Mas sim cidadãos de pleno direito, como qualquer brasileiro, e como tal, têm direito às liberdades de opinião e manifestação.

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