CNMP pede ao MP-RJ esclarecimentos sobre suposto arrombamento da loja de Flávio

O CNMP decidiu pedir esclarecimentos ao MP-RJ sobre a responsabilidade do órgão no suposto arrombamento da loja de chocolates de Flávio Bolsonaro, apontado pela defesa do senador e filho 01 de Jair Bolsonaro, relata O Globo.

A intenção é apurar se houve abuso de autoridade no episódio. Nesta quinta (27), em resposta a uma representação dos advogados de Flávio, a Corregedoria Nacional do MP proferiu despacho solicitando os esclarecimentos.

A representação foi movida pela advogada Luciana Pires contra a promotora Patrícia Villela, coordenadora do Gaecc do MP-RJ, responsável pela investigação quando ela tramitava em primeira instância.

Em dezembro do ano passado, uma operação do MP-RJ e da Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra diversos alvos na investigação do esquema de rachadinha na Alerj.

Entre os alvos estava a loja de chocolates de Flávio, suspeita de ser usada pelo senador para lavar dinheiro do esquema. Os advogados do senador alegam que a entrada da loja foi arrombada durante a operação e que os policiais não esperaram os gerentes chegarem para abrir o estabelecimento.

A defesa também acusa o MP-RJ de ser responsável pelo vazamento de informações sigilosas da investigação.

Hoje à tarde, o Ministério Público do Rio divulgou nota em resposta à reportagem do Globo:

Em relação à matéria publicada nesta quinta-feira (27/08), no Globo, “CNMP pede esclarecimentos ao Ministério Público do Rio sobre arrombamento de loja de chocolates de Flávio Bolsonaro”, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ) esclarece que prestará as informações solicitadas ao CNMP oportunamente.

Importante ressaltar que a diligência realizada, em cumprimento ao regular mandado judicial expedido pela 27a Vara Criminal da Comarca da Capital, na loja da Kopenhagen da empresa Bolsotini, foi pautada pela estrita observância dos termos da referida ordem judicial e dos ditames da lei, respeitados todos os direitos e garantias dos investigados, como sempre ocorre em todas as operações do GAECC/MPRJ.

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