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Com apoio do PL, Congresso pretende derrubar veto de Bolsonaro e manter fundão

Parlamentares querem retomar mudanças feitas na Lei de Diretrizes Orçamentárias para elevar fundo partidário para R$ 5,7 bilhões
Com apoio do PL, Congresso pretende derrubar veto de Bolsonaro e manter fundão
Reprodução

O Congresso Nacional realiza sessão hoje, a partir das 14h, para discutir a derrubada de 26 vetos presidenciais, entre os quais o que prevê o fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões para bancar as eleições de 2022.

A proposta foi aprovada pela Câmara e Senado em julho do ano passado, a partir de uma mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Pelo texto, o fundo eleitoral será composto por recursos de emendas de bancada estaduais mais 25% de todo o orçamento da Justiça Eleitoral dos anos de 2021 e 2022. Por essa razão, o fundo eleitoral chegaria a R$ 5,7 bi.

Em agosto, Jair Bolsonaro vetou esse trecho da LDO. Porém, ele foi alertado por aliados, como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que o veto seria derrubado pelo Congresso.

Agora, deputados e senadores de partidos como o PP de Arthur Lira e do PL, de Jair Bolsonaro, já admitem que vão trabalhar pela derrubada do veto do presidente da República.

Se for mantido o fundão de R$ 5,7 bilhões, os maiores beneficiados serão o PSL e o PT. O PSL pode abocanhar R$ 567,71 milhões; o PT, R$ 566,67 milhões. O PL poderá receber até R$ 350 milhões no ano que vem. A título de comparação, em 2020, o partido de Bolsonaro ganhou R$ 123 milhões.

A sessão de vetos deveria ter acontecido no final de novembro, mas as Mesas Diretoras da Câmara e Senado priorizaram a análise do projeto de resolução do Congresso que regulamentou o orçamento secreto.

Deputados se reúnem às 14h e os senadores, às 18h.

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