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Com congelamento do ICMS e politização do movimento, governo espera greve fraca

Parte dos caminhoneiros convocou paralisação para a partir da próxima segunda-feira em todo o país; PRF estará atenta a possíveis bloqueios em rodovias
Com congelamento do ICMS e politização do movimento, governo espera greve fraca
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O governo Bolsonaro continua apostando que a greve dos caminhoneiros convocada por parte da categoria para a partir da próxima segunda-feira (1º) não terá muitos impactos.

Como noticiamos há pouco, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou, por unanimidade, o congelamento por 90 dias do valor do ICMS que incide sobre os combustíveis. Com isso, se a Petrobras não aumentar novamente os preços, os valores cobrados nas bombas ficarão inalterados até 31 de janeiro de 2022.

O Antagonista soube que essa decisão do Confaz esteve na pauta de conversas, nos últimos dias, entre representantes do governo e um grupo de caminhoneiros com quem a equipe de Tarcísio Freitas conseguiu sustentar o diálogo.

No entorno do ministro da Infraestrutura, a avaliação, pelo menos até agora, é a de que o movimento da próxima semana se resumirá a “quem quer fazer tumulto e política”. Ontem, como registramos, centrais sindicais ligadas ao PT, ao PCdoB e ao PSD manifestaram apoio aos grevistas. Pelo menos três lideranças da categoria pretendem concorrer às eleições do ano que vem.

Tarcísio já afirmou publicamente que não leva muito a sério o movimento convocado para a próxima segunda-feira, como mostramos aqui e aqui. De toda forma, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) estará orientada a tentar evitar transtornos nas rodovias.

Parte dos caminhoneiros (a liderança da categoria é difusa) defende, por exemplo, a redução do preço do diesel e a revisão da política de preços dos combustíveis. Jair Bolsonaro chegou a anunciar uma espécie de ‘Bolsa Caminhoneiro’, no valor de R$ 400 mensais, mas a categoria considerou a proposta uma “piada”, e o governou desistiu da ideia.

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