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Com estouro do caso Covaxin, CPI quer prorrogar prazo de funcionamento

Ontem, a comissão parlamentar de inquérito do Senado completou dois meses. O pedido de mais tempo é apresentado em meio a novas denúncias
Com estouro do caso Covaxin, CPI quer prorrogar prazo de funcionamento
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Ontem, a CPI da Covid completou dois meses de funcionamento no Senado.

Após conversas com a maioria dos integrantes da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede), vice-presidente da CPI, apresentou um pedido para prorrogar os trabalhos, que, em tese, durariam 90 dias.

O requerimento precisará do apoio de pelo menos 27 senadores.

“O Senado Federal deve, ao povo brasileiro, que todos os responsáveis sejam identificados e condenados. Diante da vasta documentação recebida e dos inúmeros fatos levantados que demandam um aprofundamento das investigações, torna-se imperativo prorrogar o prazo de duração desta Comissão Parlamentar de Inquérito. Dessa forma, considerando a insuficiência do prazo previsto para encerramento desta CPI (07/08/2021), solicito o apoio dos pares a esse requerimento para prorrogar por mais 90 (noventa) dias a duração da Comissão Parlamentar de Inquérito”, diz Randolfe, em trecho do documento ao qual O Antagonista teve acesso.

O senador cita o caso Covaxin.

“A CPI tem desvendado esquemas de corrupção e de favorecimento de determinadas empresas com recursos destinados ao combate à pandemia da Covid-19. Servidores sofreram pressões não republicanas para flexibilizar a importação da Covaxin. Depoentes apontaram que até o Presidente da República foi alertado das irregularidades e, ao invés de apurá-las, as creditou ao próprio líder do Governo da Câmara dos Deputados. É um escândalo que precisa ser apurado com a gravidade correspondente.”

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