Com viagem, Mourão tenta mostrar a embaixadores que Amazônia tem 'pouca queimada'

Com viagem, Mourão tenta mostrar a embaixadores que Amazônia tem pouca queimada
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Com a viagem de embaixadores a Manaus, Hamilton Mourão tenta mostrar que a Amazônia tem, de fato, queimadas e desmatamento, mas que a proporção é pequena em comparação com a extensão da floresta.

Serão três dias de viagem, de 4 a 6 de novembro. Ao todo, 12 diplomatas confirmaram a participação, entre embaixadores, encarregados de negócios e representantes de organismos internacionais dos seguintes locais: África do Sul, Espanha, Peru, Colômbia, Canadá, Suécia, Alemanha, Reino Unido, França, Portugal, União Europeia e Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

Jair Bolsonaro cedeu um dos aviões da Presidência da República, o mesmo que buscou brasileiros de Wuhan, na China, para a viagem.

A rota foi definida para reforçar o discurso de Mourão: o avião sai de Brasília em direção à Serra do Cachimbo, no sul do Pará, zona de transição entre o cerrado e a floresta amazônica. A partir dali, a aeronave vai ser guiada pela BR 163, por onde será possível ver algumas áreas desmatadas e resquícios das queimadas, uma vez que a região está em período de chuva.

Os diplomatas serão levados a São Gabriel da Cachoeira (AM) e Maturacá (AM). A agenda ainda prevê visitas a centros de monitoramento do Ministério da Defesa e ao Comando Militar da Amazônia.

Ernesto Araújo Augusto Heleno, Ricardo Salles, Rolando Alexandre (diretor-geral da PF) e o brigadeiro Botelho (chefe do Estado-Maior Conjunto) acompanharam a viagem. Eduardo Pazuello e Tereza Cristina devem encontrar a comitiva em Manaus.

Leia mais: Moro não perdeu o alvo: o combate ao crime, assunto da sua coluna na edição mais recente da Crusoé.
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