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Comissão do Senado aprova convite para Guedes e Campos Neto explicarem offshores

Ideia inicial era a convocação do ministro da Economia e do presidente do Banco Central, mas tropa de choque do governo entrou em campo
Comissão do Senado aprova convite para Guedes e Campos Neto explicarem offshores
Foto: Adriano Machado/Crusoé

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado acaba de aprovar um convite para que Paulo Guedes e Roberto Campos Neto compareçam ao colegiado e deem explicações sobre as offshores que ambos mantêm em paraíso fiscal, como revelado no último domingo (3) por veículos do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.

Os requerimentos aprovados na CAE foram apresentados pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania), Jean Paul Prates (PT) e Paulo Rocha (PT).

A ideia inicial era convocar o ministro da Economia e o presidente do Banco Central, mas senadores governistas agiram para transformar a convocação em convite, quando as autoridades não são obrigadas a comparecer.

De toda forma, o líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), se comprometeu em fazer a ponte com Guedes e Campos Neto, para que os dois possam estar no colegiado daqui a 15 dias, em 19 de outubro — na próxima terça-feira, será feriado de 12 de outubro; as reuniões da CAE são sempre às terças.

Além de Bezerra, os senadores Flávio Bolsonaro (Patriota), Eduardo Braga (MDB) e Marcos Rogério (DEM) atuaram para que a convocação virasse convite.

Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que presidia a CAE durante a aprovação dos requerimentos, disse a O Antagonista que as offshores de Guedes e Campos Neto são, “no mínimo, questionáveis do ponto de vista moral”. Para ele, há “um evidente conflito de interesses”. Governistas alegam não haver ilegalidade, uma vez que as contas no exterior das duas autoridades foram declaradas à Receita Federal.

Como noticiamos mais cedo, em julho, durante evento para debater a reforma do Imposto de Renda e dividendos, Guedes defendeu que se retirasse do projeto a regra que tributaria recursos de brasileiros em paraísos fiscais. Na ocasião, alegou que a discussão complicaria o debate sobre o texto.

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