Como explicar a votação fenomenal de Boulos

Como explicar a votação fenomenal de Boulos
Foto: Reprodução/EBC

Guilherme Boulos deve ir para o segundo turno contra Bruno Covas em São Paulo, de acordo com a boca de urna do Ibope. O instituto projeta 25% dos votos para o candidato do PSOL, o que configura um fenômeno eleitoral e indica que ele talvez seja o novo rosto da esquerda brasileira. Novo com ideologia velha, mas novo.

Quem votou em Boulos, para além dos fiéis dele e do seu partido? Boa parte dos petistas, que torceu o nariz para Jilmar Tatto ou concluiu que ele não tinha mesmo chance (se o patamar projetado de 8% for confirmado nas urnas, será o pior desempenho do PT) e muitos jovens que escolheram o psolista encantados pela conversa melíflua de professor de cursinho e refratários a João Doria e o seu candidato, o prefeito Bruno Covas — jovens que apenas procuram algo diferente na política, ou que pareça diferente. A outra parte desses eleitores votou em Arthur do Val, o Mamãe Falei, que teve um desempenho semelhante ao de Jilmar Tatto, segundo a boca de urna do Ibope, o que também é um fenômeno.

Boulos no segundo turno, contudo, é visto como um presente para Doria: prevê-se que uma massa de paulistanos deve tapar o nariz e votar útil em Covas.

A ver se a rejeição ao governador, entre os paulistanos, será maior ou menor do que a repulsa a Boulos. O esquerdista tem lábia. Ele e o tucano agora concorrem também pelo posto de candidato mais anti-Bolsonaro. Covas tem o passivo do Bolsodoria.

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