Conduções coercitivas eram fundamentais nos 'dias D' de operações, diz procuradora

O Supremo Tribunal Federal, ao proibir as conduções coercitivas, protagonizou mais um retrocesso para as investigações criminais, na opinião de Katie Coelho, procuradora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal.

“Foi um retrocesso porque a condução coercitiva é medida necessária, não apenas para a realização de interrogatório”, disse ela a O Antagonista.

A procuradora deu uma aula sobre o instrumento atacado por Gilmar Mendes, o relator da matéria no STF:

“Comumente utilizada no ‘dia D’ de operações policiais, a condução serve para evitar a ocultação ou destruição de objetos durante busca e apreensão domiciliar; para realizar interrogatórios simultâneos (sem afastar o direito de permanecer em silêncio), a fim de impedir que diferentes investigados combinem versões com o intuito de burlar a Justiça; além de possibilitar o reconhecimento pessoal, concretizar a identificação criminal e o eventual indiciamento formal.”

O objetivo das conduções, acrescentou Katie, “é evitar que prejudique a persecução penal”.

“Não importa se elementos serão efetivamente produzidos com base na condução coercitiva, pois o que se busca é que não se perca a chance de produzi-los.”

Comentários

  • mcm -

    Pena que tem um livrinho que contraria o desejo da moça , chama-se constituição. Por que vcs não se juntam a ela e começam uma campanha pela revogação deste livrinho?

  • Oliveira -

    Abusos devem ser coibidos naqueles que os cometeram. Imprestáveis não sabem administrar nem têm colhões para fazê-lo então matam a mosca com um tiro de canhão. Suas teses conduziram o país ao ouro olímpico da bandidagem violenta e da pior de todas, a da corrupção. Ao precipício, manés orgulhosos.

  • analu -

    Mas, vai ver, a intenção era mesmo de inviabilizar a produção de elementos para a persecução penal...

Ler 62 comentários