A conexão do PCC com o Hezbollah

Os Estados Unidos investigam a conexão entre o PCC e o Hezbollah.

Leia a coluna de José Casado, em O Globo:

“Na virada do ano, os Estados Unidos aumentaram o número de agentes especializados em tráfico de drogas e terrorismo nas maiores cidades das fronteiras do Brasil com o Paraguai e a Bolívia, que somam 4,7 mil quilômetros. Investigam suspeitas de conexão de um grupo criminoso paulista, o PCC, com uma ala paramilitar da organização política libanesa Hezbollah (…).

Na região Oeste, dois dos maiores grupos criminosos brasileiros, o paulista PCC e o carioca CV, disputam a hegemonia no comércio de drogas em cidades da fronteira com o Paraguai e Bolívia. Ao Norte, na fronteira com Peru e Colômbia, paulistas e cariocas lutam com a amazonense FDN pelas rotas fluviais. É nesse ambiente que agências americanas (DEA, FBI e antiterrorismo) tentam confirmar elos da máfia paulista com a ala paramilitar do Hezbollah (…).

Esse processo de internacionalização de grupos criminosos brasileiros ocorre numa etapa de debilidade institucional, agravada pela crise fiscal e por incompetência demonstrada do Executivo, Legislativo e Judiciário. Há excesso de diagnósticos e discursos baratos. E há, também, uma clara tendência de aumento do patrocínio do narcotráfico na campanha eleitoral que se inicia.”

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