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Conselho do MP arquiva investigação sobre promotor que trocou alvos da Zelotes

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O Conselho Superior do MPF decidiu hoje arquivar a investigação sobre o procurador Frederico Paiva, que atua na Operação Zelotes, informa o G1.

Paiva trocou os nomes de dois advogados –o que fez com que houvesse busca e apreensão e condução coercitiva de uma pessoa não investigada.

Em fevereiro de 2016, a pedido do MPF, a 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília autorizou mandados de busca e apreensão e condução coercitiva de investigados –naquela fase (a sexta), a Zelotes, que apura fraudes em julgamentos no Carf, mirava o grupo Gerdau.

Na ocasião, o nome do advogado paulista Marco Antonio Biondo Pereira Mattos foi confundido com o de Marcos Antonio Biondo, também advogado, que atua no Rio Grande do Sul e foi consultor jurídico da Gerdau.

O erro persistiu até dezembro de 2017, quando a 10ª Vara do DF retirou o nome de Mattos do processo –depois de ser oferecida denúncia e de o advogado se tornar réu em ação penal por corrupção ativa.

Paiva admitiu o erro e disse que ele passou despercebido em razão da magnitude e do grande número de pessoas envolvidas na Zelotes.

O relator do processo sobre o procurador no conselho do MP, Alcides Martins, considerou que o erro era “desculpável” e insuficiente para configurar infração aos deveres do cargo.

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Comentários

  • Massaaki -

    Já se desculpou. É suficiente? Não sei. Não conheço a lei. Mas caberia processo civil para indenização e danos morais? Os ofendidos que busquem o seu direito. Não é advogado? Ora, recorra!

  • OPJ -

    Isso faz a gente repensar a pena de morte.

  • Raid -

    Erro desculpável é ótimo. Corporativismo reina nessas terras estrumadas.

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