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Convocação de ex-esposa de Bolsonaro divide cúpula da CPI da Covid

Integrantes do colegiado admitem que ato pode ser visto como "provocação desnecessária" e a tendência é que depoimento não aconteça
Convocação de ex-esposa de Bolsonaro divide cúpula da CPI da Covid
Foto: Reprodução, Facebook

A aprovação do requerimento de convocação da ex-esposa de Jair Bolsonaro Ana Cristina Valle dividiu a cúpula da CPI da Covid. Em caráter reservado, integrantes do chamado G7 classificaram a iniciativa como “provocação desnecessária” ao presidente da República.

Além disso, uma corrente do G7 teme que a convocação de Valle pode ser vista pela população como ato de perseguição ao presidente da República, já que apenas ontem ela foi citada em um dos depoimentos.

O pedido de convocação da ex-mulher de Bolsonaro foi aprovado a toque de caixa no instante em que a sessão com o lobista Marconny Faria estava esvaziada e sem a presença do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). No momento, a CPI era presidida pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Os próprios integrantes do G7 foram surpreendidos com a atitude do parlamentar.

A tendência agora é que o depoimento não seja realizado. Na visão de alguns integrantes do G7, Valle pouco terá a contribuir com as investigações, apesar de suas ligações com o lobista Marconny Faria. Além disso, há o receio de que a oitiva possa ser transformada em um palco para que ela defenda o presidente da República.

Um terceiro problema é que, na visão de alguns senadores, apenas um “fato novo de extrema gravidade” seria suficiente para adiar a data da entrega do relatório final do colegiado. O parecer de Renan deve ser entregue na sexta-feira da semana que vem.

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