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Urgente: corregedor do TCU pede investigação da PF sobre 'relatório paralelo'

Bruno Dantas submeteu à Presidência do tribunal pedido que inclui abertura de sindicância contra Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques e suspensão preventiva
Urgente: corregedor do TCU pede investigação da PF sobre relatório paralelo
Reprodução/Youtube

O corregedor do TCU, ministro Bruno Dantas, acaba de encaminhar à Presidência do tribunal pedido de abertura de sindicância contra Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, com suspensão preventiva do auditor e solicitação à Polícia Federal para abertura de inquérito sobre o episódio do ‘relatório paralelo’.

Dantas também determinou que as secretarias de Tecnologia da Informação e de Infraestrutura de Tecnologia da Informação informem em 5 dias “os documentos compartilhados pelo auditor na plataforma Teams, no período de 1/1/2021 até a presente data, bem como eventuais trtocas de mensagens ou emails enviados pelo referido servidor que façam referência aos termos Covid, mortes ou supernotificação”.

Em seu relatório, obtido por O Antagonista, o corregedor diz que ministros e servidores do TCU “foram surpreendidos” na segunda-feira pela declaração de Jair Bolsonaro sobre a existência de um suposto relatório tratando de supernotificações de óbitos de Covid em 2020.

O tribunal nunca produziu tal documento. Como mostramos, o presidente da República lançou mão de uma análise pessoal do auditor, que misturou trechos de um acórdão sobre repasses federais aos estados com dados de óbitos do Registro Civil. O tal relatório é um amontoado de bobagens conspiratórias.

Bruno Dantas suspeita que Alexandre Marques tenha “utilizado sua função de supervisor para tentar inserir no trabalho documento/questão que não guarda relação com o objetivo da fiscalização, uma vez que adveio de um estudo paralelo feito pelo próprio servidor, sem o respaldo dos demais membros da equipe, em flagrante quebra dos normativos internos e das rotinas de trabalho do TCU”.

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