Corregedora nega pedido para censurar juíza olavista

Corregedora nega pedido para censurar juíza olavista
Redes sociais

A corregedora nacional de Justiça, Maria Thereza de Assis Moura, negou pedido para impedir a juíza Ludmila Lins Grilo de postar nas redes manifestações contra o isolamento social.

O pedido foi apresentado pelo conselheiro do CNJ Marcos Vinícius Jardim Rodrigues, advogado indicado pela OAB para o cargo.

Na decisão, Maria Thereza confirmou que foram publicados no perfil da juíza diversas postagens contra as medidas de distanciamento e uso de máscaras. Mas considerou que a proibição de novas publicações poderia configurar censura prévia.

“A imposição de restrição de tal ordem à liberdade de expressão da Representada poderia caracterizar censura prévia incompatível com o regime democrático vigente”, escreveu.

Depois, fez uma ressalva:

“É evidente que qualquer postagem adicional, futura ou pretérita não mencionada nas peças iniciais, será, se for o caso, apurada por esta Corregedoria e, se caracterizar possível violação de dever ético imposto à magistratura nacional, ensejará a propositura de processo administrativo disciplinar.”

Ela determinou que Ludmila preste informações, em até 15 dias, sobre as postagens, o que inclui um meme de deboche à própria representação apresentada ao CNJ.

O processo disciplinar foi pedido pelo advogado José Trad, que apontou violação à resolução aprovada por Dias Toffoli que restringiu a manifestação de magistrados nas redes.

Leia mais: Crusoé também fiscaliza o outro lado do balcão do Judiciário: os advogados.
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