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Covidão em Pernambuco: TCU vai investigar compra de respiradores em Recife

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O Tribunal de Contas da União também vai investigar a compra de respiradores pela Prefeitura de Recife. A corte vai ver se houve irregularidade na contratação, sem licitação, de uma microempresa individual por R$ 11,5 milhões para fornecer 500 respiradores.

A representação foi feita pelo procurador Marinus De Vries Marsico, do MP no TCU, e foi aceita pelo ministro José Múcio Monteiro.

De acordo com o pedido, há “fortes indícios” de irregularidades na contratação da empresa Juvanete Barreto Freite MEI.

A empresa investigada, uma microempresa individual, tem ramo de atividade incompatível com a venda de respiradores e capital social de R$ 500, incompatível com o tamanho do negócio.

Além disso, disse o procurador ao TCU, a companhia serve de fachada para outras empresas de propriedade de pessoas da mesma família. Essas pessoas estariam ligadas ao grupo Brasmed.

De acordo com as apurações, o secretário de saúde de Recife, Jailson de Barros Corêa, tem ligações com um representante da Brasmed, Adriano César de Lima Cabral.

E no dia em que o Ministério Público no TCE de Pernambuco requisitou informações à Prefeitura de Recife sobre os contratos, a Secretaria de Saúde mudou a fonte de custeio para o contrato.

O dinheiro “deixou de sair” do fundo emergencial de combate à Covid-19 para sair da Caixa Econômica Federal, apontou o procurador de Pernambuco.

O fato de a Caixa ter sido envolvida no esquema justifica a atuação do TCU, afirmou o procurador Marinus Marsico ao ministro Jorge Múcio.

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