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CPI adotou "narrativa falaciosa", diz presidente do CFM, após se tornar investigado

Em nota divulgada há pouco, Mauro Luiz de Britto Ribeiro afirmou que nunca foi chamado para prestar depoimento aos senadores
CPI adotou “narrativa falaciosa”, diz presidente do CFM, após se tornar investigado
Foto: Pedro França/Agência Senado

O presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, divulgou há pouco uma nota comentando a inclusão de seu nome na lista de investigados da CPI da Covid.

Para os senadores, Ribeiro foi conivente com o negacionismo do governo federal e com a prescrição de medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus.

O presidente do CFM disse não estar surpreso com a decisão, “diante da narrativa falaciosa adotada pela CPI ao longo de sua existência”.

Ribeiro diz que se colocou à disposição para depor, mas sequer foi chamado.

“Os membros da CPI deixaram clara sua opção de dar palanque àqueles que mantém um discurso alinhado com determinada visão, distante da realidade enfrentada pelos médicos na linha de frente contra a covid-19, e não dar voz ao Conselho Federal de Medicina (CFM) como representante daqueles que têm dado o máximo na luta contra essa doença, às vezes com o sacrifício de sua própria saúde ou vida.”

Na nota, Ribeiro ainda afirmou que sempre defendeu a “autonomia do médico”.

“Diante disso, eu – assim como o CFM – mantenho firme minhas convicções em favor da autonomia do médico e do paciente, princípio milenar hipocrático que é pilar da prática da medicina, o qual deve ser defendido – hoje e sempre – sob qualquer circunstância.”

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