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CPI da Covid adiantou o trabalho da CPMI das Fake News

Das 66 pessoas que tiveram até agora indiciamento pedido no relatório final de Renan Calheiros, 15 já eram alvo da CPI Mista das Fake News
CPI da Covid adiantou o trabalho da CPMI das Fake News
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

A CPI Mista das Fake News, que retomará as atividades em fevereiro, pretende aproveitar o material obtido pela CPI da Covid para ampliar ainda mais o desgaste de Jair Bolsonaro, candidato à reeleição.

Criada em dezembro de 2019, a CPI Mista das Fake News foi interrompida em março do ano passado por causa da pandemia.

Ângelo Coronel (PSD-BA), presidente do colegiado, disse ao Estadão que a comissão terá tempo suficiente para avançar nas informações obtidas pela CPI da Covid. “Teremos 207 dias de trabalho.”

“Temos clareza de que as informações e evidências contidas neste documento apresentado pela CPI da Covid muito servirão de apoio para o relatório com as conclusões do trabalho da CPI Mista das Fake News”, afirmou deputada Lídice da Mata (PSB-BA), relatora.

Segundo o jornal, das 66 pessoas que tiveram até agora indiciamento pedido no relatório final do senador Renan Calheiros (MDB-AL), a ser votado hoje, 15 já eram alvo da CPI Mista das Fake News. O próprio Bolsonaro faz parte dessa lista.

Tanto Carlos como outros integrantes do “gabinete do ódio”, como os assessores da Presidência Tércio Arnaud Tomaz e Filipe Martins, tiveram o indiciamento pedido pela CPI da Covid por incitação a crime, propagação de desinformação e por estímulo ao descumprimento de regras sanitárias.

“O mesmo crime foi atribuído a outros dois filhos políticos do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro(Patriota-RJ), também alvos da CPI Mista. O blogueiro Allan dos Santos, que teve a prisão preventiva determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sob acusação de comandar uma milícia digital contra a democracia e as instituições, é outro nome na mira da comissão.”

 

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