CPI da Covid ficou mesmo para depois, ou seja...

CPI da Covid ficou mesmo para depois, ou seja…
Foto: Adriano Machado/Crusoé

A CPI da Covid, protocolada no mês passado com número de assinaturas regimental e fatos determinados claros, não será instalada por agora no Senado.

E, se não será instalada agora, muito pouco provavelmente será instalada depois. Mas Rodrigo Pacheco, com seu jeito mineiro, não dirá isso. Em jogada combinada, coube hoje a Arthur Lira, que nada tem a ver com pedido de CPI no Senado, falar sobre o assunto.

“Se agora pararmos o Congresso para discutir quem está errando ou quem errou, nós não vamos conseguir concentrar esforços para que a gente tenha a saída, o mais rápido possível, para que o Brasil tenha a sua população atendida com relação à pandemia, saúde, e a economia com condição de se manter em pé, para que nós não entremos numa recessão também”, disse o presidente da Câmara à TV Record — amiga do governo –, como registramos.

Lira falou em nome de Pacheco. É exatamente isso que pensa o presidente do Senado, pensamento que já foi, aliás, compartilhado com Jair Bolsonaro, que o ajudou a chegar ao topo do Congresso. Enquanto senadores sobem o tom e cobram “coragem” do senador de Minas Gerais, ele devolve dizendo que é preciso ter “responsabilidade”.

Pacheco tem o discurso pronto (e é bonito): repetirá quantas vezes for necessário que é momento, agora, de garantir o retorno do auxílio emergencial e de garantir que a vacinação avance no país. Ao mesmo tempo, vai enaltecer a comissão, instalada na semana passada, que, em tese, acompanhará as ações de enfrentamento à pandemia.

CPI para investigar crimes? Ah, deixa para depois, ou seja, para algo perto de nunca.

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