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CPI da Covid: o que esperar do depoimento do 'chefe' da Davati

Durante a sessão de hoje, Cristiano Carvalho será questionado, principalmente, sobre a oferta de vacinas ao governo brasileiro
CPI da Covid: o que esperar do depoimento do chefe da Davati
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A CPI da Covid ouve hoje, às 9h, o advogado Cristiano Carvalho, apontado como o representante oficial no Brasil da Davati, empresa que ofertou 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca ao Ministério da Saúde.

Durante a sessão de hoje, Carvalho será questionado, principalmente, sobre a oferta de imunizantes ao governo brasileiro. Os senadores também vão perguntá-lo sobre eventuais tratativas com Jair Bolsonaro. Como revelou O Antagonista, o cabo da PM Luiz Paulo Dominguetti indicou, em mensagens, que o presidente da República estaria envolvido nas negociações com a Davati.

Além disso, Carvalho será perguntado se a Davati teria condições de cumprir eventual contrato de fornecimento de 400 milhões de doses de vacinas, já que a AstraZeneca informou que não usa intermediários.

Leia os principais questionamentos que devem ser feitos a Cristiano Carvalho conforme apurou O Antagonista:

– Como ocorreram os primeiros contatos com o Ministério da Saúde? Houve influência do coronel Marcelo Blanco, ex-assessor da pasta, para obter esses contatos?

– Como foram as tratativas com o reverendo Amilton Gomes de Paula nas negociações com o Ministério da Saúde? Ele foi determinante para aproximar a empresa da presidência da República?

– Houve alguma reunião de Jair Bolsonaro com integrantes da Davati? O presidente da Davati Medical Supply, Herman Cárdenas, manteve algum contato com a presidência da República ou os contatos ficaram apenas no âmbito do Ministério da Saúde?

– Roberto Dias de fato pediu propina para fechar contratos com a Davati? Como foram as reuniões com ele? Houve a participação do ex-secretário executivo Elcio Franco nas tratativas?

– Por qual motivo as negociações entre a Davati e o governo federal não avançaram?

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