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CPI da Covid quebra sigilos de representantes da Covaxin e da indústria da cloroquina

Os integrantes da comissão suspeitam que Jair Bolsonaro tenha trabalhado pessoalmente para favorecer as empresas
CPI da Covid quebra sigilos de representantes da Covaxin e da indústria da cloroquina
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A CPI da Covid determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos representantes de duas farmacêuticas que produzem cloroquina e ivermectina e da Precisa Medicamentos, empresa que mediou a venda da vacina indiana Covaxin ao Brasil.

Os senadores levantaram os sigilos de Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos; de Renato Spallicci e Renata Spallicci, respectivamente presidente e diretora da Apsen e de José Alves Filho, sócio da Vitamedic.

Como mostramos, os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito suspeitam que Jair Bolsonaro tenha trabalhado pessoalmente para favorecer a Apsen, a Vitamedic e a Precisa Medicamentos. O vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que tem documentos que provam que Jair Bolsonaro trabalhou pessoalmente em favor da vacina indiana.

Além disso, e-mails do Ministério das Relações Exteriores mostram, por exemplo, que o governo federal atuou para que a Índia liberasse o IFA da cloroquina para as empresas brasileiras.

Sobre a Vitamec, que detém 80% do mercado de ivermectina, a empresa dobrou seu faturamento, conforme informações da CPI da Covid, após Bolsonaro ter incentivado o uso do medicamento.

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