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CPI da Covid vira palco de bate-boca sobre embates de gênero; sessão é suspensa

CPI da Covid vira palco de bate-boca sobre embates de gênero; sessão é suspensa
Reprodução/TV Senado/YouTube

A CPI da Covid, com 11 titulares e 7 suplentes, não tem nenhuma senadora.

A bancada feminina não gostou e pediu espaço na comissão.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD), acabou abrindo uma “concessão”, nas palavras dele, dando espaço para que senadoras participassem das sessões.

“Uma concessão feita por nós. Não está no regimento. Não é uma questão porque são mulheres, é porque têm representatividade”, disse há pouco Aziz, na sessão em andamento para ouvir Nelson Teich.

“Só não entendo por que tanto medo das vozes femininas”, afirmou Eliziane Gama (Cidadania).

O senador Ciro Nogueira (PP) reagiu:

“As pessoas ficam querendo dar uma outra versão, como se a gente estivesse perseguindo as mulheres. Quem perseguiu as mulheres foi o seu partido que não lhe indicou, senadora.”

A líder da bancada feminina, Simone Tebet (MDB), também presente na sala de reunião, disse que “privilégios é algo diferente de prerrogativa”. Leila Barros (PSB) questionou “por que homens podem falar e mulheres não?”.

Virou bate-boca generalizado, com o líder do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), gritando que o regimento da Casa “está sendo rasgado” para dar espaço às mulheres na CPI. O governista Marcos Rogério (DEM) chegou a dizer que as mulheres querem “dar peia” em Jair Bolsonaro, o que causou ainda mais confusão.

Pronto: a CPI da Covid, com um ex-ministro da Saúde depondo, virou palco para embates de gênero. A sessão foi suspensa.

“Podem brigar aí à vontade, [podem] fazer o que quiserem aí”, disse Omar Aziz (PSD).

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