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“Vamos denunciar à Corte de Haia", diz Otto Alencar, sobre Bolsonaro

Alguns integrantes da comissão já defendem processar o presidente da República por crime de genocídio
“Vamos denunciar à Corte de Haia”, diz Otto Alencar, sobre Bolsonaro
Foto: O Antagonista

O senador Otto Alencar (PSD-BA) revelou há pouco no Papo Antagonista que a CPI da Covid pretende encaminhar o relatório final do colegiado para o Tribunal Penal Internacional, para a Procuradoria-Geral da República e para a Câmara dos Deputados.

Como mostramos ainda em abril, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que sua missão é responsabilizar os culpados pelas centenas de milhares de mortes na pandemia. Mais do que isso: ao falar em “crimes contra a humanidade”, o senador já sinalizava que estaria disposto a levar os responsáveis à Corte de Haia.

De acordo com o senador, a comissão já tem provas suficientes para responsabilizar o presidente da República pelas mortes fruto da pandemia de Covid. “Vamos denunciar [Bolsonaro] à Corte de Haia para que eles tomem conhecimento sobre o que aconteceu no Brasil”, afirmou Otto.

Alguns integrantes da CPI pretendem denunciar Bolsonaro por crime de genocídio, após ele incentivar a chamada “imunidade de rebanho” e pelo delito de advocacia administrativa, por suspeita de ter beneficiado empresas ligadas à produção de cloroquina. Outros integrantes do governo também devem ser responsabilizados, como o ex-ministro Eduardo Pazuello, por exemplo.

“Eu acho que nós vamos chegar a um termo para responsabilizar integrantes do governo federal por ação e omissão. Foram 480 mil mortes, vamos chegar a 500 mil ou mais do que isso. É uma cidade grande que desapareceu no Brasil. Destes mortos, 320 mil são pessoas com mais de 60 anos. Foi o pai, o avô que deixou de prover o filho e o neto”, declarou Otto no Papo Antagonista.

“Essa população toda que morreu pela incompetência e pela irresponsabilidade sanitária do governo. Isso não pode ficar impune. Nós vamos até o fim. Isso não pode ficar impune em hipótese nenhuma”, declarou o parlamentar.

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