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Crise no MEC escancara queda de braço entre olavistas e militares

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A saída de quadros ligados a Olavo de Carvalho do MEC marca nova crise no governo Jair Bolsonaro.

Nas redes, Silvio Grimaldo, assessor da pasta que anunciou desligamento de sua função, tem acusado diretamente os militares pelo afastamento dos olavistas da pasta.

“Dizem que ainda durante a campanha, o coronel do MEC e eminência parda do ministro, tentava emplacar na equipe do Bolsonaro, como futuro chanceler, o Paulo Roberto De Almeida, de quem fôra orientando e é discípulo e amigo. Mas a indicação ficou por conta do professor Olavo de Carvalho. É no mínimo uma deliciosa coincidência que alguns dias depois do Paulo Roberto ser demitido do MRE, e atribuído sua demissão ao Olavo, o coronel tenha organizado a desarticulação da influência do Olavo dentro do MEC. Se não fosse uma simples coincidência, eu chamaria de retaliação.”

Além dos militares, Grimaldo insinua também que os grandes grupos de educação fazem pressão pela saída dos ‘olavetes do gabinete’.

“Quando lançamos a Lava Jato da educação, idealizada, criada e organizada pelos ‘olavetes do gabinete’, as ações da Kroton, o maior grupo de interesse junto ao ministério, despencaram 10% no outro dia, demonstrando que o mercado percebia que ali tinha treta. Na semana seguinte, uma importante lobista foi ao MEC pedir peloamordedeus para pegarmos leve, pois ‘o mercado estava derretendo’. O Vélez a mandou pastar. Hoje, com o anúncio da desarticulação dos olavetes do MEC, as ações da Kroton voltaram a subir, depois de dias em queda. Bateu mais de 7%. Recomendo aos daytraders a KORT3 no pregão de segunda. Puta negocião!”

A esquerda, claro, aproveita as acusações dos olavistas para dizer que os militares e a equipe econômica de Paulo Guedes estão se sujeitando ao lobby dos grandes grupos de educação.

LAVA TOGA: A CHANCE INÉDITA DA LAVA JATO. Leia aqui

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