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Crusoé: eu não vim de graça

Reportagem mostra que protestos em Brasília foram bancados por ao menos 25 grandes empresários, a maioria do agronegócio, que está lucrando como nunca
Crusoé: eu não vim de graça
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Crusoé identificou 25 empresas que enviaram parte de suas frotas a Brasília no 7 de Setembro. Algumas mandaram entre dez e vinte caminhões — veículos enormes e barulhentos que tomaram a Esplanada dos Ministérios e ajudaram a encorpar os protestos. Eles estão registrados em nome de empresários bem-sucedidos em diferentes segmentos do agronegócio, como produção de gêneros alimentícios, defensivos agrícolas e venda de máquinas pesadas.

Ainda que não seja algo calculado, o agronegócio está faturando com a crise institucional no país. Com o dólar em alta, os ganhos do setor com exportações têm disparado.

“Procurados para explicar as razões pelas quais enviaram suas frotas para a capital e por que decidiram mantê-las por lá mesmo depois do protesto do Sete de Setembro, eles desfiam um rosário de teorias conspiratórias – bem em linha com o discurso de Jair Bolsonaro e com as fake news que circulam nas redes sociais e grupos de WhatsApp, com o intuito de manter mobilizadas as claques bolsonaristas”, diz a revista.

Em comum, os empresários têm o Supremo Tribunal Federal como alvo principal de suas críticas. Segundo eles, a corte estaria mancomunada com setores do Congresso para transformar o Brasil em uma, veja só, ‘colônia chinesa’.

“O Brasil está virando uma China, como querem governadores e o STF”, diz Márcio André Baioto, dono da Boom do Brasil, empresa goiana que fabrica maquinários agrícolas e atua no ramo de secagem de grãos e distribuição de gás.

“A meu ver, a solução é ter concurso público para virar ministro do STF. E acabar com a indicação. Porque todo poder emana do povo”, afirma Marcelo Manoel Venturini, dono da Megaton Máquinas, do ramo de manutenção de equipamentos agrícolas pesados.

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