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Crusoé: o militar que peitou Jair Bolsonaro

Antonio Barra Torres é conhecido por respeitar a hierarquia da caserna, mas não costuma levar desaforo para casa; diante dele, o presidente "afinou"
Crusoé: o militar que peitou Jair Bolsonaro
Capa: Daniel Medeiros/Crusoé - Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

No último sábado (8), o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres (foto), divulgou uma nota dura cobrando uma retratação de Bolsonaro pelas insinuações de que haveria algum interesse escuso por trás da decisão da agência de liberar a vacinação infantil contra a Covid.

“Foi a primeira vez, desde o início do governo, que um militar enfrentou o presidente de peito tão aberto e de maneira tão eloquente, e em público”, diz a Crusoé, em sua reportagem de capa.

“Barra Torres passou a tarde de sábado discutindo com os outros quatro diretores da Anvisa o teor da resposta que deveria dar a Bolsonaro. Havia um consenso de que era preciso repelir publicamente as insinuações do presidente […]. Algumas versões da nota foram rascunhadas, mas Barra Torres considerou o conteúdo técnico demais. Ele quis dar um peso mais político ao texto e, por isso, redigiu uma carta de cunho pessoal, destacando sua trajetória com valores defendidos pelo bolsonarismo: a formação militar, a família e a religião. Ao assinar a nota, Barra Torres faz questão de pontuar que, além de presidente da Anvisa, é médico e contra-almirante da Marinha, o que ressaltou o feito inédito.”

“No fim das contas, Bolsonaro ‘afinou’. Foi obrigado a recuar porque, se mantivesse viva a suspeita, poderia ser instado judicialmente a provar o que disse.”

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