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Crusoé: o pastor sobe o monte

A indicação de André Mendonça ao STF completa 71 dias nesta sexta-feira e ainda não há perspectiva de que Davi Alcolumbre paute a sabatina na CCJ
Crusoé: o pastor sobe o monte
Foto: Divulgação/Twitter/André Mendonça

André Mendonça vive uma situação insólita, diz a Crusoé. Nesta sexta-feira (24), completam-se 71 dias desde que Bolsonaro enviou o nome dele ao Senado para ser sabatinado. Enquanto isso, o ex-AGU prega.

A revista acompanhou um culto do pastor Mendonça na igreja Comunidade das Nações, localizada a 10 quilômetros da Praça dos Três Poderes.

“Depois de pedir que os presentes o acompanhassem, em suas próprias bíblias ou nas versões digitais do livro sagrado baixadas em seus smartphones, Mendonça partiu para um sermão sentimental, ilustrado por suas experiências pessoais. Explicou que a vida é feita de momentos difíceis, cheios de tentações extramundanas ‘que estão aí para serem superadas com fé em Deus’. ‘Cairá chuva, transbordarão rios, o vento dará com ímpeto contra sua vida. Talvez esse seja o momento que você esteja vivendo. Talvez essa palavra lhe prepare para momentos como esse’.”

“No centro das atenções, o indicado de Bolsonaro para o Supremo desfilava familiaridade com a oratória e o physique du rôle de pastor. Gesticulava, fazia pausas longas entre uma fala e outra, circulava por todo o palco, de 30 metros quadrados. Diminuía ou acelerava o discurso ao sabor do entusiasmo dos fiéis. O tom de voz ia de um sussurro, quando queria imprimir ênfase a um trecho bíblico, a frases mais vibrantes e graves na hora de concluir um argumento. Era a senha para os aplausos, seguidos, em geral, de um coral eloquente de ‘amém’. Cada trecho da pregação obedecia a uma ordem bem definida de temas.”

Leia aqui a reportagem completa.

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