Cunha também usou jabuti para ampliar isenções tributárias a igrejas em 2015

Como O Antagonista revelou ontem, a emenda jabuti que prevê perdão de R$ 1 bilhão em dívidas de igrejas evangélicas foi articulada com Jair Bolsonaro pelo deputado David Soares, filho de R.R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Em 2015, ele integrou o lobby junto ao então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para aprovar a ampliação da isenção tributária de igrejas, justamente abarcando as chamadas “comissões” que são pagas a pastores que atraem fieis e conseguem mais doações.

Cunha usou do mesmo expediente, incluindo a emenda jabuti na MP 668, que tratava originalmente do aumento de impostos sobre produtos importados. A sanção da emenda por Dilma Rousseff garantiu outra anistia.

Dali pra frente, as igrejas se livraram de pagar contribuição previdenciária sobre as comissões. Essa alteração de agora, caso sancionada por Jair Bolsonaro, dará efeito retroativo para alcançar as autuações anteriores. Além disso, anula as autuações referentes à CSLL, porque exclui expressamente as igrejas da condição de contribuintes.

Eduardo Cunha foi homenageado por R. R. Soares durante culto por causa da aprovação do jabuti. Ele diz que as dívidas de sua igreja chegariam a R$ 600 milhões. “Estamos livres daquela cobrança esdrúxula, safada, demoníaca, em nome de Jesus.”

Leia mais: Combo O Antagonista+ e Crusoé: comece a ler por apenas R$ 1,90/mês
Mais notícias
Comentários
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade é do autor da mensagem. Em respeito a todos os leitores, não são publicados comentários que contenham palavras ou conteúdos ofensivos. Tempo de publicação: 4 minutos
Ler 25 comentários
TOPO