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Davati apresentou proposta formal a Elcio Franco após reunião no Ministério da Saúde

A oferta de vacinas ocorreu em 15 de março, três dias após encontro na pasta
Davati apresentou proposta formal a Elcio Franco após reunião no Ministério da Saúde
Reprodução/TV Senado

Após ter se reunido com o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco em 12 de março, o presidente da Davati, Herman Cárdemas, apresentou uma proposta formal de venda de vacinas três dias depois, em 15 de março. A informação é do representante da empresa Cristiano Carvalho.

De acordo com Cristiano Carvalho, esse encontro foi mediado pelo reverendo Amilton de Paula, presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários. A proposta contemplava vacinas da Astrazeneca e da Janssen.

Leia a íntegra da carta:

“Senhor Élcio Franco, 

Anexo a este email este modelo de LOI (carta de intenção) que a Davati Medical Suply (DMS), necessita do governo brasileiro, representado pelo Ministério da Saúde, para iniciarmos a aquisição direta por meio do proprietário titular oficial da alocação de vacinas junto ao fabricante, Johnson e Johnson.

Inicialmente apresentado ao Ministério da Saúde, a FCO era da vacina AstraZeneca. Contudo, o  aumento demasiado do preço apresentado pelo fabricante, de US$ 3,50 para US$ 17,50 e que, tecnicamente, por exigir duas doses por cidadã, a DMS está apresentando as vacinas da J&J como uma solução mais econômica e com menor prazo de entrega para o governo brasileiro.

A opção pela vacina da J&J fundamenta-se tecnicamente na exigência de apenas uma dose por cidadão, a ser adquirida por um preço mais viável economicamente, garantindo ao Brasil, dentro da alocação prevista de 100 milhões de unidades de vacinas disponíveis.

Por questões humanitárias, a Davati Medical Suply vai negociar a venda de 4 milhões para índios americanos nativos do Canadá que estão morrendo de Covid em uma porcentagem maior do que a população, restando ainda 96 disponíveis para o governo brasileiro, a serem entregues na próxima semana, de modo que a finalidade de garantir essas 96 milhões de vacinas para o Brasil, a DMS precisa obrigatoriamente de uma carta de intenção de compra (LOI) do governo de acordo com o modelo anexo.

A LOI deve estar em papel timbrado do governo, representado pelo MS, com assinatura e carimbo oficial. Após o recebimento dessa LOI, dentro de 24h a 48h serão também recebidos documentos oficiais da Johnson & Johnson, referentes à alocação, em tela, para a verificação quanto a autenticidade e veracidade junto a J&J e ao relatório da SGS, empresa mundial de inspeção e verificação testes e certificação, que passará a participar do processo de entrega e da inspeção final do produto, nas instalações da fabricante J&J.

Esse documento também incluirá o contrato de compra e venda (SPA), e o cronograma de entrega. Assim que o SPA for executado, o governo deve transferir fundos, referentes às 96 milhões de doses, para a conta de custódia. Essa conta de garantia será estabelecida no JPMorgan, uma das instituições mais sólidas do mundo.

Por mim, após o recebimento da documentação oriunda da J&J, ainda nesta semana precisamos conversar sobre os detalhes de como o Ministério da Saúde planeja lidar com o armazenamento refrigerado e logística dessas vacinas. Sinta-se à vontade para entrar em contato comigo e, se tiver alguma dúvida, sinceramente, Herman Cardenas.”

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