De que lado estará a esquerda na sucessão de Maia?

De que lado estará a esquerda na sucessão de Maia?
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Como noticiamos mais cedo, os partidos de esquerda — com cerca de 130 votos — podem ajudar a definir a sucessão de Rodrigo Maia, em fevereiro do ano que vem.

Rodrigo Maia foi eleito e reeleito com o apoio da esquerda, onde tem grandes amigos, como o deputado do PC do B Orlando Silva. Se lançar Baleia Rossi (MDB) ou Luciano Bivar (PSL), Maia tende a ter dificuldades em agregar muitos apoios nesse campo: o primeiro é ligado a Michel Temer e, portanto, é repelido pelo PT; o segundo, apesar do rompimento, é visto como um dos responsáveis por “parir” Jair Bolsonaro.

Do outro lado, Arthur Lira (PP), que aposta na vitória, se vende como “o amigo de todo mundo”, mas certamente encontrará algum tipo de resistência na esquerda por ser o candidato escolhido pelo Palácio do Planalto.

Não é à toa que candidatos que correm por fora tentam ocupar esse espaço e se cacifar como nome capaz de arregimentar apoios na esquerda.

Há a chance de os partidos de esquerda — PT, PSOL, PSB, PDT, PC do B e Rede — lançaram um nome deles, mas a viabilidade de uma candidatura dessa seria próximo de zero. Seria também uma forma de “marcar território” apenas, com prováveis acordos prévios para eventual segundo turno.

Para ser eleito presidente da Câmara, o candidato ou a candidata precisa receber pelo menos 257 votos (com possibilidade de segundo turno) — a votação é secreta.

O líder da oposição, André Figueiredo (PDT), já disse a este site que o campo político vai priorizar um nome que “defenda o Parlamento”, abrindo margem, portanto, para apoiar candidatos ideologicamente diferentes.

“Podemos conversar com todos”, reforçou o pedetista.

Ivan Valente, do PSOL, também não fechou portas:

“Não conversamos ainda na bancada nem na oposição. Pode ser candidato do campo também.”

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