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Decisão de Moraes faz parte de "saga de perseguição" contra Silveira, diz defesa

Advogado de deputado federal que xingou ministros do STF acusa Alexandre de Moraes de parcialidade no caso
Decisão de Moraes faz parte de “saga de perseguição” contra Silveira, diz defesa
Foto: Reila Maria/Agência Câmara

A defesa de Daniel Silveira disse a O Antagonista que a nova prisão do deputado federal não passa de um “pano de fundo utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes em sua saga de perseguição política e pessoal” ao bolsonarista.

Segundo o advogado Jean Garcia, a decisão foi tomada sem qualquer comprovação de que houve realmente descumprimento das determinações judiciais.

“Quem vive no mundo real sabe que as tornozeleiras sofrem interferências de todo tipo”, disse, complementando que Petrópolis, onde o deputado cumpria prisão domiciliar, “é montanhosa, afetando o sinal”.

Garcia também questionou a imposição de R$ 100 mil de fiança a Silveira. Ele afirmou que o crime cometido pelo deputado foi considerado inafiançável pelo “próprio Alexandre de Moraes”.

O advogado disse ainda que os ministros do STF “se acovardaram” no caso de Silveira, cabendo apenas ao decano, Marco Aurélio Mello, fazer críticas à condução do caso.

“Gostaria que Arthur Lira se manifestasse sobre essa questão. Ele permite que se abra um precedente perigoso. Que hoje é vítima do STF um deputado que cometeu um excesso, mas amanhã pode ser qualquer deputado ou senador que desagrade de algum ministro.”

O caso

Silveira responde a três representações no conselho de ética da Câmara dos Deputados e uma ação no STF. O único procedimento analisado por Supremo e deputados trata das ameaças do bolsonarista contra os ministros do Supremo. Silveira disse em um vídeo que gostaria de agredir ministros da corte e chamou Alexandre de Moraes e “cabeça de ovo”.

Há uma segunda representação no conselho de ética, apresentada pela bloco da minoria depois que o deputado do PSL do RJ afirmou que atiraria em manifestantes de esquerda caso os flagrasse agredindo alguma pessoa em protestos.

Já a terceira representação, apresentada pelo PSL, trata de uma suposta gravação ilegal feita por ele contra o delegado Waldir (PSL-GO). O parlamentar fluminense teria gravado o goiano falando em uma reunião do partido que teria uma gravação que poderia derrubar Jair Bolsonaro.

Leia aqui a íntegra da nota da defesa de Silveira.

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