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Defensoria da RJ acusa polícia de prejudicar investigações sobre operação no Jacarezinho

Defensoria da RJ acusa polícia de prejudicar investigações sobre operação no Jacarezinho
Foto: Reprodução, TV Globo

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro acusa a polícia de prejudicar a investigação sobre a operação realizada na última quinta-feira (6) na Favela do Jacarezinho, que terminou com 28 mortos. As informações são de O Globo.

A acusação toma como base depoimentos de pessoas presas durante a operação. Os detidos afirmaram à Justiça que foram obrigados a carregar os corpos dos mortos durante a troca de tiros que atingiu até composições do metrô que passavam no momento da ação policial.

“O fato de carregarem corpos para o caveirão configura tortura psicológica. Não consta que nenhum dos presos ouvidos portava arma. Dos quatro defendidos pela Defensoria Pública, três tinham mandados de prisão contra eles. Em alguns casos, a polícia informou que havia entorpecentes em seu poder, no entanto, o material não foi lacrado, como determina a lei”, disse a defensora pública Mariana Castro ao jornal.

O Globo informa ainda que “oito dos 28 mortos foram baleados em cinco casas da favela” —confira aqui os nomes dos mortos que foram identificados.

Os homicídios, segundo os registros de ocorrências da Delegacia de Homicídios (DH), aconteceram em dez pontos diferentes da favela, entre 6h e meio-dia.

Para o secretário estadual de Polícia Civil, Allan Turnowski, os policiais agiram com “técnica e maturidade”.

O elogio é compartilhado pelo governador Claudio Castro, aliado de Jair Bolsonaro. Em um vídeo, Castro afirmou que em nenhum local do mundo a polícia é recebida com fuzis e granadas ao cumprir seu papel.

“Foram dez meses de trabalho de investigação que revelaram a rotina de terror e humilhação que o tráfico impôs aos moradores. Crianças eram aliciadas e cooptadas para o crime. Famílias inteiras eram expulsas de suas casas e mortas. A reação dos bandidos foi a mais brutal registrada nos últimos tempos. Armas de guerra prontas para repelir a ação do estado e evitar as prisões a qualquer custo”, acrescentou.

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