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Delação de Messer se ajusta à ofensiva de Aras contra Lava Jato

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O Antagonista apurou que o MPF do Rio encaminhou à Procuradoria Geral da República o relato de Dario Messer de que teria pago uma mesada ao advogado Figueiredo Basto para ser poupado em investigações da Lava Jato no Paraná.

Messer não apresentou provas da acusação, mas o depoimento foi encaminhado à PGR por envolver o procurador Januário Paludo, que foi um dos coordenadores da força-tarefa da Lava Jato.

A versão do megadoleiro, de que parte do dinheiro era repassado por Figueiredo a Paludo, se ajusta à narrativa de outro doleiro, Tacla Duran, que lavava propina para a Odebrecht e acusa a Lava Jato de “vender” delações premiadas.

Até hoje, nenhuma prova foi apresentada em ambos os casos.

Por meio de nota, Figueiredo Basto disse que o depoimento de Messer “falseia a verdade, criando uma versão fantasiosa de um criminoso confesso”.

“Jamais solicitei ou recebi qualquer vantagem ou dinheiro de Dario Messer, reitero que o Dr. Januário Paludo nunca me solicitou nada e nem recebeu qualquer vantagem de minha pessoa. Reconheço no mesmo pessoa íntegra e honesta que dignifica o MPF.”

Paludo, que hoje integra a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão da PGR, disse à reportagem que outra acusação no mesmo sentido foi apresentada no final do ano passado e acabou arquivada por ser “absolutamente infundada”.

“A leitura da mensagem de Messer leva a crer que nem ele sabia a quem estava se referindo e que a conversa estava inserida em um contexto de obtenção de vantagens entre doleiros em detrimento do próprio grupo que faziam parte.”

“Da minha parte não recebi vantagem alguma e refuto qualquer insinuação nesse sentido.”

Leia mais: O estrago do plano do PGR sobre a Lava Jato

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