Delação premiada: a nossa resposta a Heráclito Fortes

Eis a nossa resposta:

Prezado deputado Heráclito Fortes,

Quem lhe escreve é o autor do post, Mario Sabino.

Sem duvidar dos seus bons propósitos, o fato é que, se não houvesse a possibilidade de delatores acrescentarem personagens, episódios e detalhes aos seus diversos depoimentos, a Lava Jato não teria atingido determinados meliantes. É também no decorrer de investigações paralelas que PF e procuradores podem descobrir que o indivíduo omitiu certos pontos. Foi assim com Paulo Roberto Costa, por exemplo. Ele não havia relatado tudo aquilo que sabia no primeiro interrogatório e, sob risco de perder vantagens, rendeu-se às evidências. Ter a possibilidade de retirar os benefícios da colaboração premiada ao longo da investigação é, sem dúvida, mais eficiente e em nada fere o arcabouço legal existente.

Quanto ao ponto relativo aos advogados, o senhor tem razão: Catta Preta é uma distorção evidente. No entanto, restringir a liberdade de atuação de advogados, bem como a de escolha dos clientes, fere princípios constitucionais.

Atenciosamente,

Mario Sabino

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