Delegado diz que não 'vislumbrou' crime em mensagens roubadas da força-tarefa da Lava Jato

Luiz Flávio Zampronha, o delegado que investigou o roubo das mensagens da força-tarefa da Lava Jato, afirmou, em depoimento, que “não vislumbrou um crime” no conteúdo das conversas.

Ele foi questionado pelo advogado de Walter Delgatti, em oitiva realizada anteontem, se aventou a possibilidade de instaurar procedimento para apurar supostas irregularidades da operação.

“Não. Isso, porque tem também a questão da origem da informação. Como a origem é ilícita, a gente não pode apurar, isso não foi objeto do inquérito. E mesmo o Ministério Público, eles [os procuradores] possuem prerrogativa de foro. A Polícia Federal não inicia uma investigação. E de qualquer forma, a gente não vislumbrou um crime a ser investigado. E mesmo porque, a gente não analisa conteúdo das mensagens, a gente não analisou”, disse.

O advogado de Delgatti, Ariovaldo Moreira, queria saber especificamente sobre Deltan Dallagnol. Zampronha reafirmou que não analisou “a fundo” as mensagens roubadas.

O depoimento foi prestado anteontem dentro da ação penal contra os hackers, que tramita na Justiça Federal em Brasília.

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