Delírio coletivo

Lula e sua assessoria de imprensa tripudiaram da Lava Jato em nota publicada em sua conta no Facebook. Entre outras pérolas, afirmam que a Lava Jato superou Kafka e Minority Report.

O “grau de loucura” da força-tarefa faz com que persiga “delitos que só existem na imaginação de Power Point de alguns promotores.”

Tudo não passa de um delírio coletivo de Marcelo Odebrecht e de seus executivos, que delataram a compra de um terreno para a futura sede do Instituto Lula e registraram a movimentação na planilha “Amigo” do departamento de propinas – sabendo que essa mentira descarada lhes trará grandes problemas com Moro, já que delação premiada precisa ser confirmada com provas.

Da próxima vez, que tal sugerirem que a Lava Jato hipnotiza os delatores para que confessem tudo o que querem?

Veja a nota pública de Lula:

“LAVA JATO SUPERA KAFKA E MINORITY REPORT: ACUSA LULA POR NÃO RECEBER TERRENO

A Lava Jato abriu um processo contra Lula por ele não ter recebido um terreno, que segundo a operação, seria destinado ao Instituto Lula. A Lava Jato reconhece, porque é impossível não reconhecer, que o terreno não é nem nunca foi do Instituto Lula ou de Lula. É o grau de loucura que a Lava Jato chegou na sua perseguição contra o ex-presidente. Ao invés de investigar e apresentar denúncias sobre delitos reais, e após fechar acordos que tiraram da cadeia pessoas que receberam dezenas de milhões em desvios da Petrobras, persegue delitos que só existem na imaginação de Power Point de alguns promotores, e ficam atribuindo imóveis que não são de Lula para o ex-presidente. E o juiz Sérgio Moro aceita uma denúncia absurda dessas em poucos dias, porque o importante é gerar manchete de jornal e impedir Lula de ser candidato em 2018. Abaixo, nota enviada para a Folha de S. Paulo:

“Não comentamos supostas delações. Delações não são prova, quanto mais supostas delações. O ex-presidente não solicitou nenhuma vantagem indevida e sempre agiu dentro da lei. O terreno nunca foi do Instituto Lula e tampouco foi colocado à sua disposição. O imóvel pertence a empresa particular que lá constrói uma revenda de automóveis. Tem dono e uso conhecido. Ou seja, a Lava Jato acusa como se fosse vantagem particular de Lula um terreno que ele nunca recebeu, nem o Instituto — que não é propriedade de Lula, nem pode ser tratado como tal, porque o Instituto Lula tem uma personalidade jurídica própria. Todas as doações feitas ao Instituto Lula estão devidamente registradas e foram feitas dentro da lei.”

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