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Deltan: 'Muitos investigados utilizam pedidos de punição para vingança pessoal'

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Deltan Dallagnol deu nesta sexta (14) uma entrevista ao Correio Braziliense em que fala do cerco de Augusto Aras à Lava Jato e dos processos a que responde no CNMP, que devem ser analisados nesta terça (18).

Sobre o PGR, o chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba disse que seus ataques à operação “parecem ser equívocos decorrentes do desconhecimento sobre como funciona a operação”.

“O tamanho e a complexidade de um caso desses tornam, muitas vezes, difícil seu entendimento. O procurador-geral se mostrou surpreso, por exemplo, com o fato de termos uma base de dados de 500 terabytes, mas se tranquilizaria facilmente se compreendesse que a imensa parte disso são cópias de mídias apreendidas. Como a Lava-Jato já passou de 70 fases, é como se tivesse sido apreendida uma média de sete a 14 computadores de 500 gigabytes a cada fase, o que é bastante natural”, declarou Deltan.

O procurador também foi questionado pelo jornal brasiliense se via nos processos no CNMP –movidos por Renan Calheiros e Kátia Abreu– uma perseguição à Lava Jato.

“Muitos investigados e réus utilizam pedidos de punição para vingança pessoal. A proteção mais básica para promotores e juízes que atuam contra poderosos é aquela contra retaliações. A grande maioria das reclamações disciplinares foi protocolada no CNMP por réus, investigados e seus aliados e tinha esse conteúdo retaliatório, não se convertendo em processos disciplinares”, respondeu.

Deltan afirmou ainda que “jamais houve” reclamações disciplinares movidas por agentes públicos com os quais a força-tarefa da operação atuou nos últimos seis anos, como a PF, a Receita e o TCU.

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