Depois de 100% pronta, Belo Monte quer erguer usinas térmicas

Depois de gastar R$ 40 bilhões para erguer Belo Monte, a concessionária Norte Energia, dona da hidrelétrica no Pará, quer agora autorização para construir usinas térmicas, informa o Estadão.

Nas últimas semanas, segundo o jornal paulistano, a concessionária fez uma consulta formal à Aneel, pedindo autorização para mudar seu estatuto social e erguer as usinas térmicas –mais caras e poluentes.

A empresa alega que sua barragem principal, responsável por mais de 98% da capacidade de geração (11 mil MW, contra apenas 233 MW da barragem complementar), tem de ficar completamente desligada por cerca de cinco meses, todos os anos, por causa da baixa vazão do rio Xingu.

“Não foi falta de informação nem erro de cálculo. Construir Belo Monte foi uma decisão política e que envolveu um esquema de corrupção de alto nível. O rio Xingu nunca teve água suficiente para mexer todas as turbinas ali instaladas”, diz a advogada Biviany Rojas, do Instituto Socioambiental.

Não custa lembrar de quem foi a decisão política de construir Belo Monte: Lula e Dilma Rousseff.

E que o agora ex-presidiário, segundo Antonio Palocci, pediu propina também nas obras da hidrelétrica.

 

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