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Deputado ofereceu apartamento funcional para reuniões de grupo de Allan dos Santos, diz PF

Segundo PF, demanda por novo local de reuniões surgiu 'aparentemente' após a revista Crusoé revelar casa de blogueiro no Lago Sul, em Brasília
Deputado ofereceu apartamento funcional para reuniões de grupo de Allan dos Santos, diz PF
Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O deputado federal bolsonarista Márcio Labre (PSL-RJ) ofereceu seu apartamento funcional em Brasília para reuniões do grupo do blogueiro Allan dos Santos.

A informação está na investigação da PF no âmbito do inquérito dos antidemocráticos. O diálogo sobre o assunto está no celular apreendido do blogueiro.

Segundo a investigação, “[n]o aplicativo WhatsApp, há alguns grupos em que são marcadas reuniões na casa de ALLAN (…). Aparentemente houve uma mudança de grupo após a publicação de uma reportagem na revista Crusoé, em que há uma citação de que ALLAN estaria morando em uma casa no Lago Sul”.

Um usuário identificado como ‘Safaris Metta’ propõe: “Sugestão: espalhem um endereço fake p ver quem é o vazador. Tem q ser algo pensado. Sugestão2: arrumar outro endereço pros encontros p proteger o allan”.

Reprodução/Polícia Federal
E acrescenta: “todo lugar q formos ter[á] risco de escuta alguma hora”.

Márcio Labre responde: “Meu ap está a disposição”.

Safaris Metta pergunta: “Cabe o povo todo?”

Labre responde: “É funcional”.

Em seguida, o deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) envia a mensagem: “pode ser no meu ap[ê] também”.

Em seguida, Labre também enviou uma mensagem de voz, transcrita assim pela PF: “… pode falar no meu nome, pode falar que acontece lá em casa, se precisar de confirmar, eu confirmo. Isso aí a gente consegue resolver. O único problema é que aqui nesse grupo não tem vazamento, né? Basta que tenha um aqui que vaze alguma coisa que acabou a brincadeira de todo mundo aqui”.

Procurada por O Antagonista, a assessoria de imprensa de Márcio Labre não quis comentar.

Carlos Jordy confirmou a O Antagonista a autenticidade das mensagens. O deputado disse: “Não tem nada demais. Fazíamos sempre essas reuniões para debater política”. Segundo ele, porém, não foram realizadas reuniões do grupo em apartamento funcional.

Na sexta passada (4), a PGR pediu ao STF o arquivamento da investigação sobre os atos antidemocráticos.

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