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Desde 2016, TCU apura contas da Rede Sarah de hospitais

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Nos últimos dois anos, deputados e ex-funcionários têm se movimentado para cobrar mais transparência da Rede Sarah de hospitais, que hoje tem nove unidades espalhadas pelo país e é especializada na reabilitação de pacientes — muitos deles ilustres, como membros do Congresso Nacional, ministros de Estado e de tribunais superiores.

A rede foi inaugurada em 1960, pela então primeira-dama Sarah Kubitschek, e desde 1991 é mantida pela Associação das Pioneiras Sociais, criada por lei naquele ano.

Todo o orçamento dos hospitais é público: votado anualmente no Congresso e repassado para uma administração privada por intermédio do Ministério da Saúde. Neste ano, de acordo com o Diário Oficial da União de 3 de janeiro, a rede tem à disposição 1,1 bilhão de reais (exatamente R$ 1.100.793.192).

Em abril último, a deputada distrital Celina Leão, do PPS, encaminhou à rede um ofício solicitando, por exemplo, informações referentes aos salários dos funcionários, incluindo dos que compõem a diretoria, e sobre a destinação de emendas parlamentares. De acordo com um levantamento ao qual O Antagonista teve acesso, as emendas deste ano chegam a 564,9 milhões de reais (recursos que se somam ao orçamento bilionário).

O deputado federal Augusto Carvalho, do Solidariedade do Distrito Federal, também já formalizou a autoridades competentes, em dezembro do ano passado, pedidos em relação à gestão da Rede Sarah.

O Antagonista teve acesso também a uma tabela salarial atribuída à instituição, na qual constam remunerações de até 75 mil reais mensais para médicos. A rede, porém, não divulga esses dados oficialmente.

Em 2016, o Tribunal de Contas da União abriu uma auditoria, cujo relator é o ministro Bruno Dantas, para analisar as contas do Sarah. O trabalho ainda está em andamento.

Além de maior transparência acerca de receitas e despesas, outro questionamento diz respeito à fila de espera de atendimento. Com frequência, chegam aos hospitais da rede pedidos de preferência para determinados pacientes assinados por autoridades da República.

Alguns integrantes do conselho de administração do Sarah: Cármen Lúcia, Sepúlveda Pertence, Carlos Ayres Britto, Carlos Gabas e Sigmaringa Seixas.

Comentários

  • Ivete -

    De fato, é muito expressivo o orçamento do Hospital Sarah Kubitschek. Mas uma verdade deve ser dita: A instituição é um exemplo de respeito no tratamento dispensado a cada paciente.

  • Médicos -

    Médico com $75.000,0 de proventos em Hospital com verba Pública? sei de um caso, de gente que tem muito dinheiro, e não queria bancar o tratamento do rebento, atravém de uma autoridade muito importante, o paciente , entrou pela "porta dos fundos do Sara Kubitchek," com os funcionários o cobrindo.

  • A -

    Eita! A CORTE NUNCA DESAPONTA! TODOS vivem melhor que qualquer rei/rainha pelo mundo afora!

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