Dinheiro vivo para a reforma da casa

Os operários contratados informalmente para fazer a reforma na casa de campo de Lula, em Atibaia, eram pagos em dinheiro vivo pela OAS.

Um deles relatou à Veja: “Ajudei a fazer uma das varandas da casa principal. Me prometeram 800 reais, mas me pagaram 2 000 reais a mais só para garantir que a gente fosse mesmo cumprir o prazo, tudo em dinheiro vivo. Nessa época a gente ganhou dinheiro mesmo. Eu pedi 6 reais por metro cúbico de material transportado. Eles me pagaram o dobro para eu acabar dentro do prazo. Eram 20 000 por vez. Traziam o pacotão, chamavam no canto para ninguém ver, pagavam e iam embora.”

Dinheiro vivo, mais difícil de ser rastreado. A fonte é a mesma do mensalão e do petrolão: a corrupção.

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