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Diplomacia da cloroquina

E-mails entre a diplomacia brasileira e a chancelaria indiana e farmacêuticas mostram mais agilidade na busca por hidroxicloroquina do que por vacinas
Diplomacia da cloroquina
Foto: Marcos Corrêa/PR

“Troca de e-mails entre a diplomacia brasileira e a chancelaria indiana e representantes de farmacêuticas do país asiático mostra a agilidade com que o governo de Jair Bolsonaro buscou adquirir hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19, medicamento sem eficácia comprovada contra a doença”, informa o Estadão.

Algumas mensagens, obtidas pela agência de dados ‘Fiquem Sabendo‘, foram respondidas pelo governo brasileiro em 15 minutos, à noite e até em fins de semana.

“Estamos acompanhando esta questão com muita atenção”, disse o ministro-conselheiro da embaixada do Brasil na Índia, Elias Antônio de Luna e Almeida Santos, em e-mail de 31 de março, ao diretor de uma empresa fornecedora de hidroxicloroquina. Em outro, o diplomata brasileiro pede “a maior urgência possível” a um representante de uma farmacêutica.

O esforço pelo medicamento se contrapõe à postura do Executivo em relação às vacinas. No caso da Pfizer, o governo demorou mais de dois meses para responder aos contatos da empresa.

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